Dicas de Saúde

21/02/2017

Sexualidade, preservativo e contracepção: o uso prolongado dificulta engravidar no futuro? – Coluna Qual Farmácia Fev 2017

O desenvolvimento de métodos contraceptivos permitiu o controle pela própria mulher do momento em que será gerado um filho. A mulher deixa de se preocupar com a possibilidade de procriação, tornando o ato sexual mais livre. Antes de tudo, preciso dizer que não sou defensora de método algum. É importante escolher um método que se ajuste ao estilo de vida da mulher, respeitando as contra-indicações. Isso significa que se você é esquecida, talvez seja melhor um método que não dependa da sua memória diariamente, por exemplo.

Existem métodos hormonais, não hormonais, com um hormônio ou dois, oral, injetável, anel vaginal, e dispositivos intra-uterinos, sem falar de métodos de barreira como a camisinha feminina e masculina. Esses últimos além de evitarem uma gravidez indesejada, também protegem contra doenças sexualmente transmissíveis. Quando utilizado de forma correta, a eficácia desses que citei acima é muito semelhante.

 

Mito sobre os métodos contraceptivos

Um dos mitos mais comuns é o de que o uso prolongado ou mesmo curto de métodos contraceptivos geraria infertilidade ou prejudicaria uma futura gestação.

Imagine o determinado contexto: Mulher virgem heterossexual casa e inicia sua vida sexual após o casamento, fica grávida e a partir daí decide iniciar a contracepção evitando ter outro filho.

Esse não é o contexto predominante nos dias atuais. Grande parte das mulheres opta por postergar a maternidade, iniciando a atividade sexual independente de matrimônio, ou, mesmo casando virgem, não deseja engravidar e inicia um método antes mesmo do casamento.

 

Cuidados, escolhas e esclarecimentos

 

Não testamos antes. Começamos a evitar a gestação na maioria das mulheres antes delas terem engravidado a primeira vez e, nesse grande grupo, sem dúvida alguma, existem mulheres que teriam infertilidade. Não há indicação de investigar fertilidade em todas, mas também não podemos culpar o contraceptivo.

A grande verdade é por estarem protegidas de gestação, muitas mulheres não se protegem contra doenças sexualmente transmissíveis e parte dessas, podem sim gerar doenças inflamatórias pélvicas que podem evoluir para obstrução tubárea impossibilitando o encontro do óvulo com o espermatozoide e, consequentemente, impossibilitando uma futura gestação.

Novamente pergunto, será que podemos culpar o anticoncepcional? Não. A escolha de usar ou não um preservativo é nossa. A relação sexual pode ser fonte de prazer e excitação ou de forma mais profunda, a vivência de um momento de intimidade e prazer genuíno, sem mentiras ou fingimentos. O principal segredo para uma sexualidade plena e saudável é conhecer o próprio corpo e suas respostas estando em aceitação pessoal e com o parceiro. Conversamos novamente no próximo mês. Até lá!