Dicas de Saúde

02/12/2016

Qual a diferença entre Inseminação Artificial e Fertilização in Vitro?

Texto escrito por Taciana Fontes CRM-DF 13701

A reprodução humana ganhou muito espaço nos últimos anos. E com isso, as técnicas, medicações e aparelhagem tecnológica utilizadas nos tratamentos também evoluíram bastante.

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Os tratamentos para as mulheres inférteis são variados e devem ser escolhidos caso a caso. Dependendo da causa da infertilidade variam os procedimentos e também os custos desse tratamento. 
Alguns casais que chegam ao especialista em reprodução humana precisam apenas de acolhimento e tranquilização. Outros podem necessitar de investigações e ajustes hormonais. E algum outros terão que recorrer às técnicas de reprodução assistida.

Nesta coluna vamos sintetizar a diferença entre Inseminação Artificial e Fertilização in Vitro, que são as duas modalidades mais utilizadas hoje em dia dentro da reprodução humana. 


Inseminação Artificial

A Inseminação Artificial ou Inseminação Intrauterina é um tratamento de baixa complexidade, indicado para pacientes abaixo dos 40 anos com dificuldades sutis de alcançar uma gravidez, ou aquelas sem infertilidade diagnosticada mas que após um ano de tentativas, não conseguiram engravidar. 

Para que seja possível fazer a Inseminação Artificial é preciso que pelo menos uma das trompas ou tubas uterinas seja pérvea, ou seja, não existam obstruções que impeçam a chegada do espermatozóide ao óvulo.

A técnica da Inseminação Artificial consiste em realizar uma leve estimulação dos ovários para obter o crescimento e desenvolvimento do óvulo.  Durante o período da ovulação, o sêmen do parceiro é colhido e preparado em laboratório para então, ser introduzido na cavidade uterina da mulher.

A fecundação acontecerá naturalmente dentro do corpo da mulher. Após o óvulo ser fecundado, torna-se embrião e seguirá seu percurso natural, que é em direção ao útero materno onde deve implantar-se para que a gravidez aconteça. 


Fertilização in Vitro

A Fertilização in Vitro é uma modalidade de tratamento mais complexa do que a inseminação artificial. É o tratamento mais realizado nas clínicas de reprodução humana e requer uma aparelhagem e equipe maiores. Possui inúmeras indicações como pacientes com idade avançada, casos de laqueadura ou outras causas de obstrução da trompa, vasectomia e também quando o casal tem um diagnóstico de infertilidade que não teve sucesso com a Inseminação Artificial.

O tratamento de Fertilização in Vitro consiste em estimular os ovários da mulher para produzir uma quantidade maior de óvulos em um único ciclo. Os óvulos são aspirados e levados ao laboratório juntamente com o sêmen do parceiro. Dentro do laboratório é feita a fecundação, que pode acontecer em uma placa de cultivo com os óvulos rodeados de espermatozóides ou introduzindo um espermatozóide diretamente no óvulo através da técnica chamada ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide).

Após a fecundação o embrião é deixado em cultivo na incubadora por alguns dias. Os embriões que evoluem e estão aptos para a gravidez são escolhidos e introduzidos no útero materno, onde deverão fixar-se para dar continuar o seu desenvolvimento.

Algumas Indicações de Fertilização in Vitro:
-Infertilidade masculina grave: Quando os espermatozoides têm problemas para chegar ao óvulo ou penetrá-lo naturalmente ou estão em quantidade reduzida. 
-Obstruções nas Tubas uterinas: podem ser causadas por endometriose ou doença inflamatória pélvica.
-Laqueadura: É possível engravidar sem reverter a laqueadura de trompas, porém é preciso que o tratamento seja a Fertilização in Vitro.
-Vasectomia e azoospermia: Quando os espermatozóides não estão presentes no sêmen ejaculado. Há técnicas para tentar consegui-los. 


Conclusão: 
Após a explicação acima concluímos que na Inseminação Artificial a fecundação acontece no corpo da mulher. Trata-se de uma pequena ajuda para a fecundação, que acontece de maneira espontânea no trajeto habitual. 

Já na Fertilização in Vitro a fecundação acontece em laboratório e a evolução dos embriões é observada com relação a sua viabilidade para então, o embrião viável ser transferido para o útero materno, onde também terá o desafio de implantar-se assim como na inseminação artificial. 

 

Dra. Taciana Fontes

Especialista em Reprodução Humana

CRM 13701-DF

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