Dicas de Saúde

02/02/2017

Como educar filhos de pais separados? É possível que haja sintonia na criação dos filhos?

Texto escrito por Clarissa Suassuna Psicóloga

No post anterior falei um pouco sobre como pai e mãe podem andar juntos na criação dos filhos. Mas quando o caso são pais separados, temos outra realidade.

IMG_8511Na cultura brasileira, atualmente, as crianças filhas de pais separados convivem tanto com o pai e seus familiares, quanto com a mãe e seus familiares. Nesse contexto é comum, por exemplo, que o pai ou sua família julgue a mãe por alguma escolha feita pensando no filho ou que a mãe ou sua família critique o pai pela forma que ele trata o filho. Agindo assim esquecemos que tanto pai quanto mãe tem suas vivências anteriores, suas crenças, suas vontades e expectativas em relação ao filho.

Dessa forma, encontramos muitos pais que competem entre si, e não querem que o outro participe da criação e rotina do seu filho. Essa atitude dos pais acaba por deixar seus filhos inseguros e sensíveis.

Mas será que, ainda quando estamos falando de pais separados, é possível que haja sintonia na criação dos filhos?

Sim, com certeza! Para isso é importante que pai e mãe conversem sobre escolhas da rotina da criança e mais ainda sobre escolhas importantes como mudança de escola e assuntos relacionados a saúde da criança. É importante ainda que haja respeito sobre a figura materna por parte do pai e pela figura paterna por parte da mãe e que não haja disputa sobre quem é o melhor ou o mais certo. 

É comum que filhos de pais separados usem da falta de comunicação dos pais para justificar alguma falha. Dizem, por exemplo, para a mãe que não fez o dever de casa porque o pai disse que não precisava ou para o pai que teve aquele comportamento que o pai desaprova porque a mãe concordou.  Se há comunicação entre os pais, isso não acontece.

Os pais devem agir com o máximo de sintonia possível, de forma que um evite desqualificar o que o outro disse para o filho e vice-versa. Ao contrário disso devemos tentar compreender o ponto de vista do outro. Isso certamente trará benefícios para os filhos, que se tornará uma criança segura e confiante em ambos os pais.

Clarissa Suassuna  CRP 01/18113