Dicas de Saúde

03/06/2016

Candidíase: como a mudança de hábitos alimentares pode ajudar na prevenção e no tratamento

Texto escrito por: Tatiana Magri – Nutricionista / CRN 1 n° 9875
tatianaprmagri@gmail.com

 

Uma das principais queixas entre as mulheres nos consultórios médicos é a chamada candidíase, aquela infecção vaginal que gera muito incômodo. Ela é causada quando há proliferação de um fungo (Candida albicans) naturalmente existente no nosso organismo, mais precisamente no nosso intestino. Este fungo convive com bactérias boas ou ruins compondo a nossa microbiota intestinal.

O problema passa a acontecer quando por algum motivo, ocorre a proliferação desse fungo, seja por um desequilíbrio na microbiota intestinal, por queda na imunidade e até mesmo pelos nossos hábitos alimentares. Nesse caso, a cândida em excesso no organismo consegue migrar do intestino e se instalar no canal vaginal, ocasionando os sintomas indesejáveis como ardência, coceira e dor.

Para a manutenção de uma microbiota intestinal saudável, o uso de probióticos na alimentação faz-se necessário. Eles são encontrados nos leites fermentados e iogurtes. Aliado a isso, temos os prébióticos como as fibras, inulina e os frutooligosacarídeos (FOS) que juntos aumentam os lactobacilos e as bifidobactérias benéficas no intestino, prevenindo a proliferação excessiva do fungo. Eles podem ser encontrados em diversos alimentos como grãos, frutas, vegetais folhosos e cereais.

Alguns alimentos especificamente possuem propriedades funcionais, auxiliando na manutenção do sistema imunológico. O alho por exemplo, contém em sua composição uma substância denominada alicina, obtida após a maceração do alho cru que possui efeito antimicótico (inibe a proliferação de fungos) e antibacteriano (inibe a proliferação de bactérias danosas). Além disso o consumo de alimentos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias também auxiliam e podem ser encontrados em alimentos como cenoura, espinafre, brócolis, agrião, maçã, tomates, laranjas, peixes ricos em ômega 3, dentre muitos outros exemplos.

Dessa forma, deve se adotar uma dieta equilibrada com oferta adequada de proteínas, gorduras de boa qualidade, fibras e baixo consumo de alimentos ricos em açúcares simples como os doces e alimentos refinados (pães brancos, biscoitos etc) além dos demais industrializados para evitar a recorrência dessa infecção.