Dicas de Saúde

04/05/2016

Câncer de mama: como rastrear?

O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais comum no mundo e o mais comum entre as mulheres, sendo um importante problema de saúde pública. Detectá-lo de forma precoce e diminuir a sua mortalidade ainda é um grande desafio. Conscientizá-las sobre a importância da doença e sobre a melhor forma de rastreá-la é um bom começo.

Dentre uma infinidade de exames disponíveis a mamografia ainda é o melhor exame para a detecção precoce do câncer de mama e a sua realização periódica, em pacientes assintomáticas, ajuda a diminuir a mortalidade pela doença.

Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia a mamografia para rastreamento do câncer de mama está indicada em pacientes a partir dos 40 anos, com intervalos anuais. Após a realização da mamografia podem ser solicitados algumas complementações, para a melhor visualização de algum achado, como incidências mamográficas adicionais e ecografias e ressonância das mamas. A necessidade de exames adicionais será avaliada pelo seu mastologista a depender de cada caso, bem como o melhor intervalo de seguimento para cada paciente.

Se você tem menos de 40 anos de idade não está indicado o rastreamento mamográfico de rotina, exceto nas seguintes situações:

  •   10 anos antes da idade que foi diagnosticado câncer de mama em parente de 1o grau, mas não antes dos 30 anos, a não ser em portadores de mutações BRCA, suspeitas ou confirmadas;
  •   Entre 25 e 30 anos em pacientes portadores ou com suspeitas de mutação BRCA 2;
  •   Entre 25 e 30 anos em pacientes portadores ou com suspeita de mutação BRCA 1;
  •   8 anos após o término de tratamento radioterápico no tórax e/ou mediastino ou após os 25 anos, o que ocorrer primeiro;
  •   Após o diagnóstico de câncer de mama e seu seguimento;
  •   Após biópsia da mama que mostra lesões com diagnóstico limítrofe, como CLIS, HLA, HDA, cicatriz radial, papiloma com atipias).

Atualmente a mamografia permanece como o método mais eficiente para diagnosticar o câncer de mama em estágios iniciais, o que permite um tratamento mais conservador, visando a melhora na qualidade de vida e auto estima da paciente, bem como a cura da doença, em muitos casos.

Dra. Lucimara Veras – Mastologista
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